E agora vou retomar o fio à meada da nossa estória.
Para quem acaba de chegar, explico:
"Um amor em duas rodas" é a representação alegórica da linda mas trágica história de amor entre um poeta de maus versos e a rapariga da biciclete vermelha. Está a ser narrada em capítulos pelo que, na respectiva "etiqueta" - 1 amor em 2 rodas - deve ser lida do cronologicamente primeiro post para o último publicado.
Para ti que me lês, diva adorada... espero que seja capaz de te soltar uma boa gargalhada - de preferência não sarcástica
domingo, 20 de janeiro de 2013
Não há maior lírico que um ciclista
Uma amiga (não ciclista) expressava-me no outro dia o seu espanto por este blog (manifesto poético em duas rodas) ser seguido "até por tantos gajos"...
Perplexo por tamanha incompreensão, retorqui explicando-lhe que, se ela pensasse bem, apenas poderia concluir que não haverá maiores líricos do que aqueles "seres estranhos" que insistem pedalar à torreira do sol e à inclemência do frio, sob a chuva e contra o vento, enfrentado escarpadas colinas e mastodontes motorizados, regras de trânsito discriminatórias e moralizações obtusas... bem como os habituais taxistas do vernáculo, ocasionais psicopatas ao volante e os peões de brega do costume.
Dizem que a bicicleta está agora na moda. Talvez... mas independentemente do exercício estético, andar de bicla em ambiente urbano continua a ser um gesto de coragem e uma expressão de idealismo cívico. Sobretudo... é uma verdadeira catarse romântica e uma exaltação de liberdade numa cidade desumanizada de chapa e betão.
Quem anda de bina, sabe! E é por isso que quem aprende nunca esquece e quem anda não pára jamais.
I wonder should i call you?
But i Know what you would do...
Amanhã continuo a narrativa porque agora só me apetece dormir... Todo este blog tem sido inspirado em ti e para ti é exclusivamente dirigido: pertence-te, portanto! Podes assim fazer da obra (será de arte?) o que muito bem entenderes. Até escarrar nela.
sábado, 19 de janeiro de 2013
O segredo da rapariga da biciclete vermelha...
Para minha
grande surpresa e apesar de tudo, os piores temores não se confirmavam: o fígado
aguentava bem e nos primeiros tempos não se verificaram turbulências melodramáticas
ou crises existenciais de espécie alguma. Tínhamos as nossas diferenças, claro
está: ela pedalava numa vintage pedaleira que fora herdada e eu numa estradista
comprada em grande superfície; a miúda marimbava-se prás afinações, mas eu oleava a corrente
de transmissão servindo-me, para aprimorar, duma velha escova de dentes; ela
descia as colinas de Lisboa desalmadamente e eu borrava-me com os carris do Eléctrico. Já
para não falar das macieiras!! A rapariga da biciclete vermelha impunha a
pedalada e eu acabava de gatas.
E todavia, havia
uma química entre nós: éramos capazes de beber horas e horas seguidas, polemizando
amistosamente sobre tudo e sobre nada: “compositores românticos ou barrocos?”,
“poesia surrealista ou lírica trovadoresca?”... “capacete, sim ou não?”. Podem
bem imaginar quem é que nem sequer reflectores levava por libertário desleixo...
não?
Ela marcava o
ritmo e eu, embalado plo seu temerário? irreflectido? provocador? exemplo...
deixava-me ir na esteira do seu mau comportamento. Quando tergiversava ela
chamava-me “burguês”. E eu todo enrubescido, reclamava protestos tonitroantes que
eram logo amansados, quando ela, com um sorriso rasgado, me acariciava o rosto
e me beijava os olhos, sussurrando-me o conforto de ser o seu exclusivo alvo de
“terrorismo sentimental”...
Por essa altura
vivíamos de esquemas e éramos felizes: não por acaso, a macieira sempre foi tida
como o uisqui dos pobres, os nossos luxos eram escassos e a combinação ovos +
atum revelava-se surpreendentemente calórica. Tínhamos amor e duas biclas! Mais
o apartamento dum senil avô encurralado num conveniente lar de idosos - o que também
dava um certo jeito... reconheço! Binávamos e fazíamos planos: descer a costa
vicentina, seguir plos caminhos até Santiago... atravessar o mundo em duas
rodas... Mas numa manhã de Maio, o carteiro - tal como no filme - tocou duas
vezes. E o novelo desta estória começou realmente a desenrolar-se..
E precipitou-se porque
a rapariga da biciclete vermelha não deixara de ser quem era: uma virtuosa pianista!
E se há certos talentos que se podem conservar indolentes no torpor dos dias
sem definido horizonte... eis que basta algo ou alguém vir agitar a campânula dum
exílio forçado, para que todo o talento criador latente se transfigure em viva e
indomável força criadora!
É certo! Como já
podem ir calculando, as minhas inseguranças viriam a jogar um papel não despiciente... mas como poderia ser de outra forma se ela era uma virtuosa
pianista e eu não passava dum pobre poeta de maus versos...? Quando a carta chegou e as boas novas foram
por ela lidas com emoção e júbilo, decidimos logo e ali mesmo despejar uma
garrafa de macieira a meias, fruindo felizes e em pleno contentamento, mas
agora... agora esvazio uma garrafa a sós, enquanto escrevo inconsolável estas
linhas plenas de saudade, com a mais negra tinta da auto-comiseração...
À rapariga da
biciclete vermelha, capaz dos mais rendilhados prodígios teclados num piano, os
antigos mestres lançavam-lhe de novo a mão... a ela que, desde certo incidente
protocolar com a Primeira-dama, se julgava (irremediavelmente?) caída em
desgraça.
Nesses tempos
ela não bebia... ou não bebia tanto, plo menos...! Mas não usarei de eufemismo, nem
meias verdades, pois o que de seguida irei relatar, mais palavra, menos
pontuação, é nem mais nem menos o terrível episódio que a lançara (a ela,
virtuosa pianista!) numa espiral de auto-destruição...
Estava agendado
um banalíssimo concerto de câmara como tantos outros haviam sido anunciados antes mas,
para espanto geral, para aquela específica actuação iria estar presente a
Primeira-dama! E de súbito, a ansiedade apertou… apertou muito até ao dia do
concerto.
Naquele que viria a revelar-se um fatídico dia, a rapariga da
biciclete vermelha comera uns rissóis para acompanhar as macieiras que despejara
para ganhar nervo e entrar em palco. Sentia-se um pouco indisposta mas
aguentou-se bem. Só quando no fim do concerto foi cumprimentar a Cavaca é que o
drama se precipitou... Talvez porque ela não se sentisse tão forte no cravo
como no piano, ou talvez porque os rissóis estivessem estragados ou as macieiras
houvessem sido realmente demais pela vez primeira… O que é certo é que ao invés
da rapariga da biciclete vermelha, no fim do concerto, declarar respeitosamente
“foi um prazer dar-lhe Bach”... simplesmente acabou por vomitar cá para fora um
grande “baargh!” – salpicando com as suas entranhas e aquela espécie de bucha
que tomara antes da actuação, o pindérico mas igualmente caríssimo vestido
azul-turquesa da Primeira-dama. Foi um escândalo e um “ai Jesus!”, a virtuosa pianista
tresandava a álcool e a Cavaca não foi de modas (nunca o fora, de facto!):
mexeu os cordelinhos e saneou-a.
Saneou-a até àquele dia em que o carteiro tocou duas vezes, deixando uma carta com a promessa do fim dum pesado pesadelo...
Ou talvez não! Porque a rapariga da biciclete vermelha iria ter de prestar provas
da sua reabilitação com uma suite de Rachmaninoff... E a música para piano de Rachmaninoff
meus amigos... a música para piano de Rachmaninoff tinha a sinistra e lendária reputação de afectar o sistema nervoso às senhoras – como de
resto, aliás! iríamos experimentar na carne...
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
A ressaca carnal
Claro que na
manhã seguinte, quando a bebedeira se evaporava, nos sentimos pesadamente
constrangidos. Convinha naturalmente pousar um certo pudor, mas ela então...
ui! Ela então, estava superlativamente arrependidíssima!
“Não, isto não
pode ser! Isto é um erro, uma catástrofe que se abate, uma terrível blasfémia
na qual incorremos” – dizia-me – “onde já se viu uma colaboração artística
acabar na cama? “
“Bem..." –
retorqui eu – “só com o pianista Mário Laginha e a cantora Maria João, os
escritores Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre, os pintores Diego Rivera e
Frida kahlo, os ladrões Bonnie and Clyde, o Zé Pedro dos Xutos e a Xana dos
Rádio Macau… queres mesmo que continue?”
“Mas Não! Não e
não!” – replicava a rapariga da biciclete vermelha – Tu só me conheces
superificalmente: não sabes como sou.... aliás! Ninguém sabe de facto! Não sou
a tua terra prometida das vinhas e do mel e nada poderá florir no fel em que eu…
oh cruz, credo e canhoto!!! Não percebes que apenas te posso tornar infeliz? Que
sou maldita e a todos envolvo na minha queda? Que nada pode ganhar raízes e
medrar? Pára! Afasta-te antes que seja tarde também para ti e caias arrastado
nos alcoólicos abismos onde me refugiei eu. Vai, vai-te embora. Afasta-te! Esquece-me
enquanto há tempo!"
“Não digas isso!”
– pedia-lhe eu.
“Não digas mais nada,
tu!” – insistia ela - “A rapariga da biciclete vermelha não existe. É pura
ficção! Não há aqui nenhuma rapariga da biciclete vermelha! Há uma rapariga e
há uma biciclete, tudo bem! Mas tudo o mais não passa duma associação delirante
de ideias soltas e factos aleatórios: tudo não passa duma personagem literária
que criaste num acesso de imaginação descontrolada! Diante de ti... bolas! Queres
mesmo que te diga a verdade?!? Diante de ti tens uma bêbada quimera... isso
mesmo: uma miragem sem nexo com a realidade concreta, uma ilusão que provarás
amarga, alguém que só te pode magoar, pá! ...Mas que cabeça dura, a tua! Será
que não entendes?”
Ela bem me pôs
de sobreaviso, verdade seja dita. Mas eu estava caidinho, que querem?
Finalmente encontrara uma miúda ainda mais… como dizê-lo sem rastros de
melindre...? finalmente encontrara uma miúda... bem! Uma miúda ainda mais
excêntrica do que eu. Sim! Exactamente: "mais excêntrica do que eu". Caíra seduzido pelos encantos e pelas
sombras dum prometido amor vivido de sonatas e sonetos, nocturnas de Chopin e
versos de Sophia, iluminando serões de ócio e doce contemplação... e tudo alimentado
com panquecas de atum e muita macieira - diga-se de soslaio. Era lindo... Era
lindo, meus amigos, mas não necessariamente para o fígado.
A rapariga
nitidamente fazia género: Andava inquieta para trás e para diante agitando os
braços, dizendo-me “Isto não vai acabar bem. Isto não vai acabar bem” – mas
dizia-o como quem na verdade sugere: “de que estás à espera, tonto? Enlaça-me
nos teus braços e beija-me para lá do oblivium!”
E pesando os prós
e os contras, reflectindo sobre as prováveis dores de alma e as inevitáveis implicações
para o dito fígado, pressenti que talvez não fosse aquela uma situação que devesse
ser ultrapassada simplesmente a shots de macieira. Isolei-me por isso num canto
e fechei os olhos; e enquanto a voz da rapariga da biciclete vermelha se
tornava distante pelo esforço discreto mas disciplinado da meditação que intentava,
o mantra inspirado foi-se transformando numa torrente de ideias e palavras que
ganharam forma e sentido, brotando finalmente em mim o primeiro e quiçá mais belo de todos os
poemas dos quantos te escrevi:
Os teus olhos
espelham,
frementes
como um clarão,
fulgores que
encandeiam
o bom senso e
a razão.
e por vezes
refulgindo
Mistérios que
são teus...
és Gioconda sorrindo
és Gioconda sorrindo
quando me
olhas os meus.
E olhos raros
como são:
como nuvem no
deserto,
como deus
descoberto...!
Atiçam eles o
condão
dos meus
verem senão luz,
nos olhos da minha cruz.
nos olhos da minha cruz.
E depois..? Bom...
depois ela comoveu-se: abrimos nova garrafa, ligámos a aparelhagem e não deverá ser preciso que eu faça um desenho...!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Tudo o que queria era oferecer-te uma coisa bonita...e a coisa bonita é esta.
Sei que toda a poesia deste blog não te fará justiça, porque consagrada já toda a poesia do mundo está nos teus olhos visionários de fadada.
Bem sabes que nem tudo o que aqui escrevo deve ser levado à letra... mas crê-me: é absolutamente literal todo o amor que nele é percepcionado.
Sei que toda a poesia deste blog não te fará justiça, porque consagrada já toda a poesia do mundo está nos teus olhos visionários de fadada.
Bem sabes que nem tudo o que aqui escrevo deve ser levado à letra... mas crê-me: é absolutamente literal todo o amor que nele é percepcionado.
O primeiro beijo
Éramos dois bons amigos reencontrados, lembrando histórias antigas, comentando percursos e … coisa curiosa: traçando planos para o futuro!
Pois desde logo a rapariga da biciclete vermelha se entusiasmou com a minha obra lírica e eu desde cedo aceitei com agrado que ela me desse música, o mesmo é dizer... que me musicasse os poemas. Selámos o princípio da nossa colaboração artística com um shake-hands e outra macieira. E depois… Para não dar azar, pedimos nova rodada e assim seguimos pela noite dentro, macieira atrás de macieira, porque três era a conta que Deus fez, quatro, para não dar azar e por aí fora a despejar a matemática.
O problema foi a ressaca do dia seguinte que eu, por comparação com aquela rapariga, era uma verdadeira menina a beber macieiras! Pedalar não foi nada linear, mas na corrente de transmissão do meu cérebro ainda turvo, não havia mudança engrenada que saltasse a frase martelada, recordando o que ela me dissera no zénite do entusiasmo pela futura colaboração artística acordada: “Sabes poeta – disse-me ela – quando te encontrei, sabia que não ia apenas fazer compras ao Minipreço”.
Passaram-se alguns dias até que combinámos passear num belo fim de tarde naquela espécie de ciclovia junto ao Tejo, binando rio abaixo... E se binámos, meus amigos! Como não era possível trazer o piano, levámos ao invés um rádio a pilhas e um livro de Breton, pauta e papel, maçãs... e macieira. Para soltar o talento, claro está.
As horas correram em sintonia com o arrastado poente da tarde entre alguns ritmos ensaiados e modinhas trauteadas, por maçãs trincadas e brindadas macieiras... e ébrios como estávamos, embriagados pela poesia surrealista do Breton e pelos licores da garrafa, quedámos por fim já em silêncio olhando os olhos um do outro, pois ali estávamos nós: dois jovens mamíferos a viver uma Primavera plena...
Tinha-se feito escuro e só as estrelas nos espiavam… A nossos pés o rio marujava-nos o torpor da noite e nós por ali pairando como se o mundo acabasse à nossa borda, como se o tempo deixara de existir, os dois, sozinhos, já de mãos dadas e embalados, suspeitando que talvez devêssemos fazer o que dois adultos responsavelmente bêbados por vezes fazem…
Hesitávamos, porém. Hesitávamos talvez pela vertigem de tão inesperado encantamento, provavelmente pela celeridade com que esvaziáramos a garrafa e decerto porque era suposto estarmos ali para meter as mãos à obra... Pois no fim de contas, era duma colaboração artística que se tratava! Mas quis uma guinada do destino que as mãos acabassem noutras curvas, quando do velhinho rádio a pilhas uma voz vinda duma outra era, dum imaginário que julgávamos perdido, nos puxou para dançar.
E assim foi que, cambaleantes pla macieira, mas harmónicos pla poesia do desejo, naquele cais junto ao rio, acariciados pla brisa atlântica e com todo um mar de doces mistérios por descobrir.. pela vez primeira nos beijámos à francesa.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Um amor em duas rodas
A Rapariga da biciclete vermelha era uma virtuosa pianista. Digo era porque…bem... um problema com o álcool não só lhe arruinou os nervos, como lhe entaramelou o talento e sobretudo… sobretudo, lhe descoordenava os dedos, falhando teclas a rapariga da biciclete vermelha.
Desde há muito que a conhecia, mas sempre considerara certas manifestações de excentricidade como marcas de um génio criador. Só verdadeiramente me apercebi da dimensão do drama para o qual deslizara quando num dia, por mera casualidade, a encontrei a caminho do Minipreço.
Por fortuna não chocámos, pois ela cruzou a rua sem sequer olhar para os semáforos e assim, ao invés de pedalarmos juntos para o Hospital fomos, pelo contrário, fazer compras os dois.
Uma ida ao Minipreço
Logo ao ter-te encontrado,
Soube não ter ido ao Minipreço
Apenas fazer compras ao mercado…
Pois enquanto me abasteço
Penso, reflicto e faço escolhas:
O café, o pão e o leite…
Quase esquecia o azeite!
E de soslaio tu me olhas
Por detrás da prateleira,
Vou corado, vou na esteira,
Sigo-te em perseguição,
Para junto do balcão.
E num timbre mui tremente,
Dizes tu a meia voz
Quando estamos os dois sós,
Mal me encarando de frente:
-“ O que você me aconselha,
Levo ou não queijo de ovelha?”
Circulamos para o largo,
Vamos pra pastelaria,
Eu tomo um café amargo
E a conversa a enfastia…
Que atitude, que estarola,
Só faltou falar da bola!
Ai destino em contra-mão!
Pois o mal de que padeço
Não se cura em minipreço.
São dois mundos: um senão.
De resto, ela não levou o queijo de ovelha. Ao invés, as suas compras limitaram-se a 2 latas de atum, meia dúzia de ovos e 1 garrafa de macieira. E sinceramente - aqui entre nós - quando as compras semanais duma ciclista são ovos, atum e macieira… Alguma coisa teria de pedalar muito mal...
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Tive um sonho erótico...
Troika este é o Zico.
Zico esta é a Troika.
Zico... Trinca o tutano à Troika!
Hei-de escrever o teu nome pelas ruas da cidade
Modéstia à parte,
o diáfano modo como te tenho cultuado...
é em si mesmo uma pequena obra de arte.
Diária e diante de tantos olhares,
és plasmada post atrás de post
e, embora seguindo opaca para todos,
permaneces absolutamente cristalina entre nós:
entre os dois, só...
como convém
e como não poderia deixar de ser.
como convém
e como não poderia deixar de ser.
Eu estou com o Zico!
Se há pedófilos condenados em tribunal que continuam em liberdade e comprovados bandidos eleitos para o governo, não queiram agora fazer "Justiça" com o pobre do cão...
FORÇA ZICO!
Ainda temos de te apresentar a um certo coelhinho...
Assina a Petição
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Se vamos falar em compositores românticos...
Chopin, virtuoso pianista e compositor exímio, foi um ultra romântico na música, na política e no amor:
Deu a conhecer ao mundo a música popular polaca através da composição clássica; combateu pla independência do seu país, valendo-lhe o exílio; e também viveu um épico, mas turbulento amor com a baronesa Amandine de Dudevant, mais conhecida pelo seu pseudónimo literário George Sand.
E viria a morrer tuberculoso, como um fatal e trágico herói romântico...
Já que falávamos de Debussy...
Escrito (e depois "visualizado") há uns largos, largos tempos atrás... à distancia do tempo, imagino que tenha ficado uma beca lamechas.
domingo, 13 de janeiro de 2013
I want her everywhere
And if she's beside me I know I need never care
But to love her is to need her
Everywhere, knowing that love is to share
Everywhere, knowing that love is to share
Each one believing that love never dies
Watching their eyes and hoping I'm always there
I will be there, and everywhere
I will be there, and everywhere
Here, there and everywhere
Lennon-McCartney
sábado, 12 de janeiro de 2013
Espero que sejas uma ciclista de palavra...
foto gamada
+ de 7000 visitas?!?
ahahahahah!!! Espero que sejas uma ciclista de palavra e cumpras o que prometeste quando, há um mês, invadiste-me o sossego com 1 garrafa de alvarinho despejada e outras 2 por despejar...
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Bora Tomar uma Jola?
É sexta-feira e vou-te contar a estória do bartender mais famoso de toda a antiguidade clássica...
Era uma vez um jovem e garboso troiano que, de tão belo que era, enrabichou o próprio pai dos deuses - Zeus, himself...
Fulminado de desejo e sem olhar a meios, Zeus transformou-se numa águia e raptou o jovem Ganímedes e copulou com ele em pleno voo...
Uma beca chato, isto de ser violado por uma espécie de lampião avant la lettre... Mas uma vez chegados ao Olímpo, tratou logo Zeus de lhe arranjar uma ocupação que justificasse a presença de Ganímedes na residência divina. E foi assim que o jovem troiano passou a servir, em taças de ouro cravejadas a jóias, o nectar da imortalidade aos deuses.
Em recompensa pelos seus serviços, talvez como reparação pelo rapto e violação a que o sujeitara... viria mais tarde Zeus a imortalizar nos céus o próprio Ganímedes, colocando-o na constelação de aquário.
Era uma vez um jovem e garboso troiano que, de tão belo que era, enrabichou o próprio pai dos deuses - Zeus, himself...
Fulminado de desejo e sem olhar a meios, Zeus transformou-se numa águia e raptou o jovem Ganímedes e copulou com ele em pleno voo...
Uma beca chato, isto de ser violado por uma espécie de lampião avant la lettre... Mas uma vez chegados ao Olímpo, tratou logo Zeus de lhe arranjar uma ocupação que justificasse a presença de Ganímedes na residência divina. E foi assim que o jovem troiano passou a servir, em taças de ouro cravejadas a jóias, o nectar da imortalidade aos deuses.
Em recompensa pelos seus serviços, talvez como reparação pelo rapto e violação a que o sujeitara... viria mais tarde Zeus a imortalizar nos céus o próprio Ganímedes, colocando-o na constelação de aquário.
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