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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Bora Tomar uma Jola?

É sexta-feira e vou-te contar a estória do bartender mais famoso de toda a antiguidade clássica...

Era uma vez um jovem e garboso troiano que, de tão belo que era, enrabichou o próprio pai dos deuses - Zeus, himself...

Fulminado de desejo e sem olhar a meios, Zeus transformou-se numa águia e raptou o jovem Ganímedes e copulou com ele em pleno voo...

Uma beca chato, isto de ser violado por uma espécie de lampião avant la lettre... Mas uma vez chegados ao Olímpo, tratou logo Zeus de lhe arranjar uma ocupação que justificasse a presença de Ganímedes na residência divina. E foi assim que o jovem troiano passou a servir, em taças de ouro cravejadas a jóias, o nectar da imortalidade aos deuses.

Em recompensa pelos seus serviços, talvez como reparação pelo rapto e violação a que o sujeitara... viria mais tarde Zeus a imortalizar nos céus o próprio Ganímedes, colocando-o na constelação de aquário.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Já te contei esta?


Era uma vez um rei grego que teve como primeira esposa a deusa das Nuvens de quem teve 2 filhos. Mas as nuvens são volúveis e tendo partido a deusa, viria mais tarde o rei desposar uma jovem mortal que, ciosa de garantir o reino para os seus, para os da própria prole, tentou matar os 2 enteados... Mas a deusa das Nuvens, informada da conjura, enviou um carneiro alado (cuja lã era de ouro) para salvar as crianças, voando sobre o mar. Porém, durante a longa viagem, a menina caiu ao mar, mas o rapaz chegado ao destino são e salvo, tosquiou o carneiro e pendurou o seu velo, (a sua lã), numa árvore dum bosque consagrado a Ares - cujo equivalente romano era Marte. E já sem a sua lã dourada, foi o carneiro levado aos céus e consagrado como a primeira constelação do Zodíaco - cujas estrelas ainda hoje guardam um pálido brilho.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O Tarot e o mito de Cassandra

Cassandra era uma miúda gira... Tão gira, tão gira, que o próprio deus Apolo se apaixonou por ela, ensinando-lhe o dom da profecia. Sucedeu porém, que a miúda resistiu aos avanços do deus... e este, pouco habituado a levar tampas, resolveu vingar o seu divino ego ferido com uma maldição lançada sobre a jovem: ninguém, jamais! iria alguma vez acreditar nas profecias de Cassandra, embora estas fossem infalíveis, ou não tivesse esta tido como tutor o patrono do Oráculo de Delfos...

Ora se isto já não era muito bom, imagine-se o que seria esta maldição na cidade de Tróia, cercada plos gregos! Em vão, Cassandra rogou para que o cavalo fosse destruído, mas todos lhe fizeram orelhas moucas... e o resultado foi que, sobre Tróia, não há quem não lhe saiba o fim.

Terminadas porém não estavam as agruras de Cassandra... Afinal, a miúda era bem gira e naquele tempo, ser uma miúda gira numa cidade conquistada, era um sarilho! Foi assim que na partilha do saque, Cassandra foi entregue como cativa ao rei Agamenon que a levou para Micenas. Durante a viagem, entre enjoos e delírios, Cassandra augurou alto e bom som que à chegada todos seriam mortos plo amante da rainha, que assim se tornaria no senhor do reino...

Pois... eu diria que mesmo sem o dom da profecia, não seria difícil de "adivinhar" que, após 10 anos de andarem os gregos à espadeirada junto às muralhas de Tróia, talvez nem todas as gregas tivessem feito como Pénolope: sentadiha ao tear entretecendo  de dia e desfazendo à noite, esperando que o maridinho chegasse da guerra...

Só que isto das maldições é uma coisa tramada: Apolo determinara que ninguém, jamais! acreditaria numa só dos presságios de Cassandra... e por isso mesmo, uma vez mais se abateu a desgraça entre aqueles que se recusavam a acreditar:  Agamenon  (com toda a sua comitiva, onde se incluía a infeliz da Cassandra) entregaram-se aos lobos como os cordeirinhos que eram...

Lembras-te dos lançamentos de Tarot que me pediste?  
Tudo tem-te ocorrido, tal como foi pressagiado por esta Cassandra, baby...
Tudo!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

a red bike girl na mitologia grega

Esta história começou há muito, muito tempo atrás... muito tempo atrás mesmo... era uma vez uma graciosa ilha chamada Creta onde viveu a princesa Ariadne que se apaixonou por um rapaz. Mas esse rapaz, vindo do outro lado do mar, vinha também destinado a ser sacrificado ao Minotauro do labirinto. Ao destino, todavia... trocaram-se as voltas! Pois contando com a ajuda da princesa, pôde Teseu matar o monstro e dar com a saída do labirinto. Fugindo porém com ela... não foi feliz o final: foi Ariande abandonada à sua sorte. E por isso, pelo seu desespero... sucumbiu a princesa ao sono.

Foi dormindo, portanto, que Dionisius, deus do vinho e da loucura [ reparem como eu entro na história...], a descobriu. E, claro! por ela logo se apaixonou, tratando de tomar dos céus as estrelas, com que cingiu numa tiara o seu amor por Ariadne. E é nesta parte da história que estamos: na parte na qual um louco (pois só um louco teimaria escrever maus versos e criar poesia) decide tomar dos céus as estrelas, com que acredita poder cingir o seu amor pela rapariga da biciclete vermelha.


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Portugal não é de todo a Grécia...

Era uma vez Eos, deusa da Aurora, irmã de Hélios (o deus Sol) e Selene (a deusa Lua). E era função de Eos, todos os dias, abrir os portões do Céu, permitindo que o seu irmão Hélios saísse na sua carruagem solar.

Eos teve ínumeros amores, mas o mais dramático foi o vivido com um mortal de seu nome Titono. Tanto era o amor que a deusa lhe consagrava que Eos solicitou a Zeus a imortalidade para o seu amante e assim se cumpriu. Tinha, porém, a desventurosa deusa olvidado de pedir a Zeus, não apenas a imortalidade, mas também a eterna juventude para o seu amor... e por isso, à medida que os anos iam passando, ia Titono envelhecendo, envelhecendo, envelhecendo... até chegar a uma decrepitude que metia dó, espanto e pavor...! E até que  Eos, outra solução não teve, senão encerrá-lo num quarto escuro onde Titono, eventualmente, se transformou numa cigarra.

E é assim que de manhã, quando nasce o dia e o orvalho está derramado sobre a folhagem, o que realmente vemos não são gotas de orvalho, mas as lágrimas de Eos, deusa da Aurora, chorando o fim trágico do seu amor.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

bardaMerkel


Sabes, linda rapariga da bicicleta vermelha, porque é que Atenas se chama Atenas? Porque há muito tempo atrás... muito tempo atrás mesmo, quando a cidade era uma pequena aldeia e os seus habitantes quiseram escolher uma divindade padroeira que por eles velasse... sucedeu que apenas 2 de entre os deuses do Olímpo se interessaram pelos mortais daquele lugarejo sem nome, perdido e tão pouco promissor. 

Eram eles Atena (deusa da sabedoria) e Posídon (deus do mar). Astutos como sempre foram, os atenienses (que ainda nem atenienses se chamavam...) propuseram aos 2 deuses que os disputavam, uma prova. E assim, aquele que vencesse seria o deus escolhido e futuramente cultoado. Pediram, então, que os deuses os agraciassem com uma dádiva. A que melhor lhes servisse o Porvir, determinaria o deus a quem prestariam culto. 

Posídon ofereceu-lhes um cavalo. Atenas trouxe-lhes uma oliveira. E vendo como os cavalos eram usados para fazer a guerra, mas que a oliveira e o seu cultivo lhes traria maiores benefícios, escolheram eles a deusa Atena para culto. E é por isso que, até hoje, Atenas se chama Atenas. Até hoje!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

"Sem confiança não há amor"

Era uma vez uma miúda tão gira, tão gira, tão gira... que começou a constar que a sua beleza ultrapassava a de Afrodite! Sentido-se ultrajada, a deusa que não admitia menos do que ser a mais bela de entre as imortais, ordenou ao seu filho Eros que punisse a donzela, disparando uma das suas infalíveis setas para que ela assim se apaixonasse pelo mais horrível dos monstros...

Mas como é usual nestas histórias... o caçador acabou presa da caça...

Todavia, Eros obrigado a cumprir as ordens de sua divina mãe, foi forçado a um ardil... Induzindo o deus Apolo, este vaticinou, quando oracularmente consultado, que Psique iria desposar um monstro e que para tanto deveria ser abanadonada no topo dum promontório - daí a levou o Zéfiro, o deus do vento, para um faustoso palácio onde passaria a residir sem nunca poder ver o rosto e as formas do seu amante - que não era outro senão Eros - que a fez jurar o cumprimento de tal promessa.

Passaram-se os dias, mudaram as luas e saltaram as estações. E Psique, que entretanto se apaixonara pelo seu misterioso amante, roída pela curiosidade e instigada pelas irmãs que lhe invejavam o luxo que a rodeava, atreveu-se certa noite a espreitar o rosto de quem a desposara. Pé ante pé... entrou no quarto com uma vela... e à luz da revelação, extasiada pela beleza do deus que dormia, a desastrada Psique deixou cair uma gora de cera sobre o ombro de Eros. Desperto e irado, Eros gritou-lhe que "sem confiança não há amor" - desaparecendo em seguida.

Desesperada, Psique tentou seguir-lhe os passos e durante anos errou pelo mundo à procura de Eros...

Certo dia, buscando refúgio num templo de Afrodite, a deusa (caprichosa como só poderia ser a deusa do amor...) atribui-lhe ainda 4 ingratas tarefas na expectativa que Psique sucumbisse ou na sua vã tentativa de as cumprir... perdesse a lendária beleza.

Todavia,  Psique não apenas foi capaz de superar as missões (impossíveis) que Afrodite lhe atribuíra, como ainda reencontrou Eros que, sabedor das provações e da determinação da sua amada em reencontrá-lo, logo foi interceder junto de Zeus...

E assim, sob a benção do pai dos deuses e para despeito de Afrodite, foi Psique levada ao Olímpo, onde ganhou a imortalidade e a autorização para unir-se a Eros. Da união de Eros e Psique haveria de nascer uma linda menina de seu nome Prazer...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

E, nas suas deambulações, Dionísio aproximou-se das praias da  ilha de Naxos... e tendo visto Ariadne dormindo, logo por ela se apaixonou, oferecendo-lhe uma coroa de ouro cravejada de estrelas tomadas aos céus





Constelação Corona Borealis

sábado, 29 de setembro de 2012

Portugal não é a Grécia...

"Lisboa e Atenas encontram-se situadas na mesma latitude geográfica e espiritual..."
Fernando Pessoa in Escritos Dispersos