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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Vou ter de fazer um desenho...

+ uma carta armadilhada:

"Não resisti à charada.
Diria que a cantaram em "
she's got a ticket to ride".

Foi o meu primeiro palpite, que se reforçou depois de descobrir que há quem diga que houve um erro na letra que transformou o original "Rye" (cidade de Rye - onde se podia abortar na altura? -, e rye também quer dizer centeio: lá voltamos aos cabelos dela :) ) em "ride", e voltamos à bici.

Tenho um segundo palpite: "
Yes it is", só por causa do difícil oblívio vermelho. Acertei em alguma coisa?"



... Huuum... car@ anónim@, como dizer-te... Já sei: vou ter de fazer um desenho! Depois da Massa Crítica, está bem? Obrigado.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Carta ao pai natal

 foto gamada

Querido pai natal: 

 Tenho-me portado + ou - bem (consoante as fraquezas da carne). Mas por isso, plo sinal + que aqui e acolá tenho rabiscado na equação da vida e tendo também em conta as minhas altas aspirações, que passam por amanhã chegar ao topo de Sintra, na Primavera atingir a Torre da serra da Estrela e no Verão fazer Lisboa - Santiago de Compostela; por tudo isto atrevo-me, por este meio, a entregar-te a seguinte lista de desejos: 

1) Dai-me pernas; 

2) livrai-me de todos os furos, problemas mecânicos, quedas e acidentes diversos; 

3) Provocai uma caganeira ao Passos Coelho.

Se na distribuição de presentinhos te cruzares com a rapariga da biciclete vermelha, diz-lhe que só lhe quero bem e que venha fumar comigo aquele "cachimbo da paz" - tu percebes, né? 

 Já te pedi que desfizesses o Passos em merda? 
Ah, sim! Então olha: tudo de bom para nós e para os nossos! 

Aquele abraço, 
um anarco-ciclista

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

o fim do mundo!!

foto gamada

 
o sr. Presidente da Junta de Freguesia de Belém,
envia-vos o tradicional postal com os votos de um santo Natal!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Pedro procura Emprego


Recebi um email  estranhíssimo 
que quero partilhar convosco:


Eles sempre falaram em "despedimentos amigáveis", mas quando a hora da verdade soou, não houve nada de amistoso nos ditos. Eu quis ser amigo deles, contudo! Sentei-me diante de 3 directores, muito acanhado e solícito. Eles tinham copos de água, à frente, pousados na mesa; e eu tinha copos de vinho, atrás, vertidos no bucho. Suei à entrada e eles suspiraram à saída - ou pelo menos gosto de pensar que assim foi.

Como o despedimento era amigável, empertiguei-me o mais possível e expliquei simpaticamente:

"Os srs. directores, querem-me despedir amigavelmente e eu vou ser vosso amigo" - e ganhei balanço!  - " vou ser vosso amigo poupando-nos a todos grandes trabalhos, pois com a crise que está, só vejo duas possibilidades a perfilarem-se no meu futuro"

E lancei o bluff:  
"pois ou vocês me pagam uma indemnização amistosa o suficiente para que possa comprar uma auto-caravana, fazer-me à estrada e fugir do país, para não dar mais prejuízos e agravar a dívida... Ou estamos todos em maus lençóis, pois com a crise lá fora e com a ninharia que me concede a lei, para garantir 1 tecto e 3 refeições diárias nos próximos 10 anos, mais vale gastar os vossos tostões numa arma e despachar meia-dúzia de filhos da puta, a começar por três."

E, por 1 momento, os 3 directores entre-olharam-se.
... Até que um rebentou a rir e - entre gargalhadas grasnadas - exclamou:  
"Homem!!! Onde é que você julga que está? Na Grécia?"

Foi aí que me caguei todo: não estava! E à entrada de leão seguiu-se a saída de cordeiro... Quero contudo afiançar-vos que estaria disposto para fazer alguma coisa de útil na minha vida e salvar o povo, de passar meia-dúzia de anos na prisão comendo iogurtes, lendo ficção científica, com tudo salpicado a yoga. Mas infelizmente, tal cenário revelou ser uma projecção excessivamente optimista.

Diante de mim não tinha apenas 3 directores, mas a santíssima trindade: Engenharia, Economia, Direito. E o advogado já acompanhado pelos sorrisos complacentes dos outros dois directores-gerais, explicou-me as implicações jurídicas das minhas proclamadas formas de luta:

"Meu amigo... a vida não é uma brincadeira! Estamos a falar dum homicídio qualificado em primeiro grau com um enquadramento legal de pena que vai dos 8 aos 25 anos. Mas como você despachava «meia-dúzia de filhos da puta, a começar por três», caiam-lhe em cima acusações de homicídio múltiplo, não apenas premeditado. Está a ver que nunca apanhava os 8?"

Já começava a ver tudo turvado,sim.

"E uma vez preso, você não iria mostrar arrependimento, pois não? Porque não se trataria duma cega vingança, duma súbita sede de sangue dum louco desvairado, mas teria sido o acto tomado em consciência num gesto extremo para «salvar o Povo» - expressão sua, não é assim?"

"Sim" - ainda balbuciei.

"Então, está a ver!" - exclamou triunfante:  
"Se você despachasse passionalmente a sua mulher à pancada, com um bom advogado talvez saísse ao fim de 2 anos; mas acusado dum crime político, mantendo a pose do justiceiro popular, não apanhava menos de 22, pois não? Ou pensa que iriam condoer-se de si durante julgamento em Tribunal? Esqueça a opinião pública, meu amigo! A imprensa arrasava logo consigo. Nem com um camião de bons advogados! Quanto mais que, depois de você ter despachado exemplarmente "meia-dúzia"... iriam querer fazer de si um bom exemplo também."

Era muita fruta, sem dúvida! E, ainda antes de começar, renunciei à luta armada. Restou-me corar bastante, entaramelar umas observações e no fim, agradecido, receber dois salários e umas pancadinhas nas costas.
E foi assim que pedalei dali para fora.

 Assina-se
Pedro Passos Trocados

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Uma carta armadilhada

transcrevo a correspondência recebida:

«típico! a culpa e a culpada: ela, claro. tão previsivelmente típico. tão previsivelmente assustador até! Dizes "a culpa é absolutamente tua"... NÃO! o que na realidade demonstraste e só provas é que não passas dum idiota mimado sem outros argumentos que explicações esfarrapadas sobre "a metáfora das palavras" ou patranhas do estilo.

quer queiras, quer Não! tu acabaste de confessar a mentalidadezinha patriarcal que tens entranhada em ti. A "culpa"! Sim, finalmente chegámos lá: à culpa com que os homens fustigam a mulher há milhares de anos - seja através da coacção física directa, da religião organizada ou duma moral perversa. A culpa! e com a culpa vem a culpada de todos os pecados, vícios e frustrações desde o princípio dos tempos - "ela", claro! ela a bruxa como o bode expiatório perfeito. ou melhor ainda: a perfeita"cabra".

Sim! Confessa-te. É tudo verdade: é assim que pensas e remóis. Fazia-te melhor confessares-te a ti próprio, do que empanturrares os outros com essa tua escrita misógina e caduca. Mas nããããã. Mas quais análises de alma, qual carapuça!Preferes como o rapazinho que és, continuar a exibir as tuas penas de pavão: "VEJAM, VEJAM todo o meu amor pela red bike girl". E todos vêem, excepto ela, ELA a culpada, porque a culpa é "absolutamente" dela, da má da fita, daquela parvinha, dela da cabra, da Mulher que nada vê e que seguramente não há-de querer ver-te nem sequer pintado!!! 

Mas na realidade, quem anda aqui ceguinho és tu. Porém, numa coisa acertaste: CAÍSTE NUMA DERIVAÇÃO HISTÉRICA -  sem margem para dúvidas.

ah! outra coisa:tresandas a machismo. muda de água de colónia, sim?»

Assina: "Rute Rockabilly"